sábado, 11 de julho de 2015

O MAIOR AMOR DO MUNDO



Título Original: The Underside of Joy
Autor: Seré Prince Halverson
Ano de Lançamento: 2012
Gênero: Ficção

ATENÇÃO: ESTE TEXTO CONTÉM SPOILER DO LIVRO

Muitos acreditam que O Maior Amor do Mundo é o amor materno. Aquele que é puro e sem intenções ocultas. Mas você acreditaria em amor duplo materno? Talvez, seja confuso responder agora, mas certamente ao final da leitura deste livro você saberá responder.
Este livro é de uma autora desconhecida, cuja a primeira obra é esta. Sem referências. Mas mesmo assim, asseguro que O Maior Amor do Mundo pode encantar até o maior descrente ou coração de pedra. Seré Prince Halverson mostra - se ter um futuro promissor na escrita.
Ella é quem narra a história e a conta sobre sua visão. Começa falando sobre o marido Joe e seus filhos Anne e Zach. Apesar de não ser seus filhos biológicos, Ella o ama como a própria mãe das crianças. A família vive na pequena cidade de Elbow, junto aos pais de Joe, Marcella e Joe Pai. Ambos descendentes italianos. Por obra do destino talvez, Ella os encontrou no momento em que mais precisava. A vontade de ser mãe sempre falou mais alto em sua vida. Nos sete anos em que esteve casada com Henry, um casamento fracassado, a esperança de Ella era engravidar e realizar o sonho. Mas como o casamento, a moça perdeu os bebês nas cinco tentativas as quais se submeteu. Sejam elas de forma natural. Ou através de inseminação. Logo, não tardou, ela se divorciou do marido. Bióloga formada, saiu a procura de um novo rumo a sua vida, e foi em Elbow que o destino lhe sorriu. Após conhecer Joe e seus adoráveis filhos, Ella não tardou a casar com o rapaz. E assumir o papel  feminino na criação das crianças. Anne tinha três anos e Zack apenas seis meses quando os conheceu. A mãe biológica delas os abandonara de forma cruel. Pelo menos era o que todos pensavam...
Em um dia agradável, após a reconciliação do casal que tinha brigado anteriormente, Joe sai bem cedo para fotografar antes de cumprir com os deveres no pequeno mercado onde era dono. Enquanto isso, Ella dormia junto as crianças. Não demora muito, e uma notícia repentina muda completamente a vida da família. Joe tinha quebrado uma de suas regras: "Jamais dê as costas para o mar", e como consequência foi tragado furiosamente pelas ondas e afogado. Logo a confirmação de sua morte chega a esposa através de Frank, seu amigo e policial da cidade.
No enterro do rapaz, uma figura repentina surge, é Paige, ex-esposa de Joe e mãe das crianças. E é a partir daí que Ella descobre que seus filhos tem outra mãe e que esta mulher pode tirá-los dela.
Foram exatamente dois dias para que eu conseguisse ler as 314 páginas deste maravilhoso livro. Confesso, que não estava completamente confiante em lê-lo. Geralmente acontece com uma nova história. Mas conforme os eventos começam a surgir, a narrativa ganha vida e vontade de continuar lendo somente aumenta. E nem mesmo no finalzinho, você consegue adivinhar como acabará exatamente a história. Por isso, através deste blog, quero parabenizar a autora Seré Prince pelo excelente trabalho. Além de encantador, você tem aquela sensação de absorção e aprendizado incríveis.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

FELICIDADE ROUBADA



Título Original: Felicidade Roubada
Autor: Augusto Cury
Ano de Lançamento: 2014
Gênero: Romance/ Psiquiatria/ Psicologia

Atenção: o seguinte texto contém spoiler do livro

Muitos acreditam que a felicidade está na realização material. Nos sonhos que foram concretizados. Na vida bem sucedida. Na profissão e no trabalho feitos com perfeição. Mas será mesmo que a felicidade resumi - se apenas nisso. Certamente, não. Existe uma grande diferença entre momentâneo e duradouro, não é mesmo? E se a felicidade também for desta maneira, você acreditaria? 
Alan de Alcântara acreditava que era feliz, porém mal ele sabia que existia uma complexidade nisso. Ele era um neurocirurgião altamente conhecido e um dos melhores no Hospital Santa Cruz. Todos o aclamavam e admiravam, até mesmo seus colegas mais velhos. Era solicitado para ministrar palestras não somente em seu país, como ao redor do mundo. Suas cirurgias eram sempre bem sucedidas. E até mesmo na família, parecia que a felicidade existia. Sua filha Lucila apesar de não conviver com o pai, o amava e sempre que ele tinha tempo para ela, os dois se divertiam. Alan era separado da mãe da menina. Já sua atual esposa Cláudia, adorava - o. Parecia que não existia momentos ruins para o Dr. Alan de Alcântara. 
Durante anos, ele acreditava que tudo estava no seu devido lugar, até que alguma coisa não saiu como planejado... Em um dia normal de trabalho, Dr. Alan foi solicitado para mais uma cirurgia. Tudo transcorria bem até que ele começou a tremer. Em uma cirurgia isso é altamente perigoso, já que as mãos são os principais instrumentos usados. O pânico começou a tomar conta de neurocirurgião, que foi acalmado por seu aluno que ajudou - o a terminar o procedimento. Alan não fazia ideia do que estava acontecendo. Jamais teve qualquer problema com ele. Os outros podia ter. Ele não. Passado algum tempo, novamente na sala de cirurgia o pânico voltou a tomar conta do Dr. Alan, porém agora era diferente, parecia mais forte. Uma forte dor no peito começou a se irradiar ao ponto de o médico ter de ser acudido pelos profissionais que o ajudavam no procedimento. Parecia um infarto. Alan sentia que desta vez, a morte estava o rondando. Passado o susto. Ele foi atendido por um amigo cardiologista, que após inúmeros exames constatou que tudo estava devidamente normal. Alan não acreditava. E como forma de ajudá-lo indicou que ele procurasse um psiquiatra. Como assim? Alan se perguntou. Não acreditava que precisava de psiquiatra. Ele conhecia os melhores. Afinal, já havia indicado para inúmeros pacientes que procuravam seu consultório. Mas seu caso era diferente. Ele, médico e neurologista, jamais pensou nisso. E exigiu que fosse feitos novos exames. Como já imaginado, nada anormal nos resultados. Dr. Alan acreditava que sendo assim, não precisava se preocupar com nada.
Lucila sempre foi uma menina encantadora. Tinha orgulho do pai, porém algumas vezes, ele a decepcionava. Quantas vezes Alan tinha marcado ficar com ela, e quando chegava o dia, ligava desmarcando. O motivo era que tinha trabalho. Em um dia, Lucila chegou a perguntar ao pai quanto custava uma consulta com ele. Sem prestar muita atenção, Alan lhe disse  o valor. E quando novamente ele desmarcou com ela, Lucila teve uma ideia. Juntou parte de sua mesada sempre que recebia, e quando acreditou ter a quantia certa, marcou a consulta com o Dr. Alan. Quando percebeu, o pai e não o médico, se desesperou. Não acreditou no que tinha feito. Como forma de redimir - se com a filha, prometeu que teria mais tempo com ela. Mas novamente teve de quebrar sua promessa. O motivo era sempre o mesmo.
Com o aumento de seus "ataques de pânico", Dr. Alan já não era mais o mesmo no Hospital. Alguns, como invejosos, o ofendiam. Ele já não tinha mais autoridade para nada. E o pior não sabia o que estava acontecendo com ele. Teve de se afastar do hospital para sua própria segurança, e dos pacientes as quais tinham de ser submetidos a cirurgia. Ele procurou psiquiatras, mas nenhum obtinha qualquer sucesso. Dr. Alan era mais duro que os próprios médicos, impossibilitando o tratamento. 
Alan não sabia, mas sofria da Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), onde um dos principais sintomas é a formação contínua de informação no córtex cerebral que se não for gerenciada maneira correta, ocasiona uma sobrecarga ao cérebro que propicia outros sintomas, que podem aparecer cedo ou tardio. Dr. Alan de Alcântara sabia organizar sua vida exterior, mas não a interior. Gastava tempo com compromissos de trabalho, mas não tinha tempo para si mesmo. E assim, sua Felicidade foi roubada.
Como alguns sabem, Dr. Augusto Cury é psiquiatra e psicoterapeuta, além de ser escritor também. Nos seus livros ele sempre procura abordar problemas psicológicos que inesperadamente, afetam a vida das pessoas, como a SPA.  Apesar de ser voltado à área da saúde, o livro interessa e principalmente, é útil a todos. A sensação quando você termina o livro é de ter aprendido muitas coisas. Mas o mais surpreendente, é que ele faz com que você repense sobre suas atitudes. É importante que cada pessoa ao lê-lo tire suas próprias conclusões.


A CABANA




Título Original: The Shack
Autor: William P. Young
Ano de Lançamento: 2007
Gênero: Ficção

Atenção: o seguinte texto contém spoiler do livro

A Cabana é um livro incrivelmente inspirador. Mesmo os descrentes, certamente irão gostar pela forma como a história por si só se torna comovente e real. Uma tragédia que muda completamente tudo e a todos. E a sua consequência é tão dolorosa que pode ser chamada de A Grande Tristeza. Você seria capaz de perdoar aquele que te fez mal por tanto tempo? Reflita e seja sincero para si mesmo.
A história é contada por Willie (talvez o autor William P. Young quisesse de alguma forma se envolver na história, tal como identifico este, como abreviação de seu nome). Willie é um personagem secundário que aparece apenas na metade da narração. A história segundo ele, é uma promessa que tinha feito a Mackenzie Allie Phillips, ou simplesmente Mack, como é carinhosamente chamado por todos que o conhece.
Desde muito cedo, Mack conheceu a tristeza e principalmente, o sofrimento, já que todos os dias presenciava seu pai bater na mãe depois que chegava bêbado na casa onde ele e as irmãs moravam. Mack não conseguia suportar isso. Inúmeras vezes pensou em impedi-lo, mas de que adiantava, seu pai sempre vencia. Um dia, na igreja onde frequentava, confessou tudo que acontecia com eles. Sentiu - se feliz por isso. Mas a alegria durou pouco. Isso porque seu pai, descobrira e como forma de castigá-lo, preparou algo que Mack jamais pensava e que faria com que ele jamais esquecesse. Seu pai o amarrou junto a uma árvore e por dois dias, o bateu impiedosamente. A consequência foi a decisão de que Mack já não podia mais conviver com aquilo. Após aparentemente se recuperar, o garoto resolve pegar tudo que tinha, uma latinha enterrada com alguns objetos, e um pouco de dinheiro. Deixa um bilhete a mãe. Já para o pai, envenena todas as garrafas de bebida das quais encontrou. Passado alguns anos, conhece Nan, com quem casa e tem cinco filhos, Jon e Tyler, são mais velhos e já não moram com os pais. Josh, Kate e Missy são os mais novos. Apesar dos problemas familiares cotidianos, Mack sente - se realizado. Mas às vezes inveja a esposa em um aspecto: a devoção que ela tem com Papai. Nan chama Deus desta forma, pois sente uma ligação íntima com o Criador. Apesar de acreditar e ir a igreja nos domingos, Mack nunca conseguiu ter a mesma aproximação como Nan. 
Antes de começar as aulas, Mack resolve levar as crianças a um passeio. A esposa iria visitar a irmã. Então, Mack ficaria com as crianças. No passeio, tudo parece perfeito. Ele consegue a sua maneira, deixar tudo em ordem. Mas então, por um descuido ou distração, um dia ou melhor, alguns minutos serão para sempre responsáveis para o resto da vida de toda família. Enquanto Mack, tem de resgatar Josh que estava na canoa com Kate quando a mesma virou e acabou prendendo o garoto, Mack deixa Missy colorindo seu livro como sempre fazia. Passado o susto e já com Josh em segurança, Mack percebe que algo está errado. Missy não está no lugar onde deveria está. Após procurar desesperadamente pela garotinha, e já ter avisado as autoridades locais, Mack descobre que Missy foi raptada por um homem que a polícia procurava a muito tempo, mas que não deixava nenhuma pista. Algum tempo depois, descobrem que Missy foi levada até uma cabana abandonada, onde Mack encontra seu vestido rasgado e cheio de sangue. E é a partir daí que A Grande Tristeza se instala sobre a família, mas principalmente sobre Mack. 
Após três anos da tragédia, sem ter ao menos descoberto onde a garotinha foi morta e nem ter achado vestígios sobre o paradeiro do assassino, Mack recebe um bilhete misterioso que convida - o a voltar no lugar do ápice de seu sofrimento. Mas Mack desconfia que ele tenha sido mandado por Deus, e no fim de semana que sucede ele decide voltar a cabana. Mas não conta a ninguém, exceto Willie que empresta seu Jipe a Mack.
E é através deste bilhete que a vida de Mack ganha um novo sentido, onde o impossível e impensável se tornam realidade. Jesus, Elousia (Papai) e Sarayu o esperam em A Cabana.
Confesso que este livro é daquelas leituras que mexe com você por completo. Que faz com que avalie suas escolhas e o que realmente você acha que acredita. Demorei apenas dois dias para ler as 235 páginas do livro, tamanha empolgação que me movia a descobrir o que acontecia dali por diante. E sim, o final é surpreendente. Quando você achava que já sabia o que iria acontecer, William surpreende mudando pelo menos, detalhes importantes. Apesar de ter Deus e Jesus em seu enredo, o livro não foca nas religiões e sim, na relação com que cada um tem com o seu Criador. E mostra que a dor, o ódio, a raiva e o perdão podem está envolvidos em um mesmo enredo.