sexta-feira, 10 de julho de 2015

FELICIDADE ROUBADA



Título Original: Felicidade Roubada
Autor: Augusto Cury
Ano de Lançamento: 2014
Gênero: Romance/ Psiquiatria/ Psicologia

Atenção: o seguinte texto contém spoiler do livro

Muitos acreditam que a felicidade está na realização material. Nos sonhos que foram concretizados. Na vida bem sucedida. Na profissão e no trabalho feitos com perfeição. Mas será mesmo que a felicidade resumi - se apenas nisso. Certamente, não. Existe uma grande diferença entre momentâneo e duradouro, não é mesmo? E se a felicidade também for desta maneira, você acreditaria? 
Alan de Alcântara acreditava que era feliz, porém mal ele sabia que existia uma complexidade nisso. Ele era um neurocirurgião altamente conhecido e um dos melhores no Hospital Santa Cruz. Todos o aclamavam e admiravam, até mesmo seus colegas mais velhos. Era solicitado para ministrar palestras não somente em seu país, como ao redor do mundo. Suas cirurgias eram sempre bem sucedidas. E até mesmo na família, parecia que a felicidade existia. Sua filha Lucila apesar de não conviver com o pai, o amava e sempre que ele tinha tempo para ela, os dois se divertiam. Alan era separado da mãe da menina. Já sua atual esposa Cláudia, adorava - o. Parecia que não existia momentos ruins para o Dr. Alan de Alcântara. 
Durante anos, ele acreditava que tudo estava no seu devido lugar, até que alguma coisa não saiu como planejado... Em um dia normal de trabalho, Dr. Alan foi solicitado para mais uma cirurgia. Tudo transcorria bem até que ele começou a tremer. Em uma cirurgia isso é altamente perigoso, já que as mãos são os principais instrumentos usados. O pânico começou a tomar conta de neurocirurgião, que foi acalmado por seu aluno que ajudou - o a terminar o procedimento. Alan não fazia ideia do que estava acontecendo. Jamais teve qualquer problema com ele. Os outros podia ter. Ele não. Passado algum tempo, novamente na sala de cirurgia o pânico voltou a tomar conta do Dr. Alan, porém agora era diferente, parecia mais forte. Uma forte dor no peito começou a se irradiar ao ponto de o médico ter de ser acudido pelos profissionais que o ajudavam no procedimento. Parecia um infarto. Alan sentia que desta vez, a morte estava o rondando. Passado o susto. Ele foi atendido por um amigo cardiologista, que após inúmeros exames constatou que tudo estava devidamente normal. Alan não acreditava. E como forma de ajudá-lo indicou que ele procurasse um psiquiatra. Como assim? Alan se perguntou. Não acreditava que precisava de psiquiatra. Ele conhecia os melhores. Afinal, já havia indicado para inúmeros pacientes que procuravam seu consultório. Mas seu caso era diferente. Ele, médico e neurologista, jamais pensou nisso. E exigiu que fosse feitos novos exames. Como já imaginado, nada anormal nos resultados. Dr. Alan acreditava que sendo assim, não precisava se preocupar com nada.
Lucila sempre foi uma menina encantadora. Tinha orgulho do pai, porém algumas vezes, ele a decepcionava. Quantas vezes Alan tinha marcado ficar com ela, e quando chegava o dia, ligava desmarcando. O motivo era que tinha trabalho. Em um dia, Lucila chegou a perguntar ao pai quanto custava uma consulta com ele. Sem prestar muita atenção, Alan lhe disse  o valor. E quando novamente ele desmarcou com ela, Lucila teve uma ideia. Juntou parte de sua mesada sempre que recebia, e quando acreditou ter a quantia certa, marcou a consulta com o Dr. Alan. Quando percebeu, o pai e não o médico, se desesperou. Não acreditou no que tinha feito. Como forma de redimir - se com a filha, prometeu que teria mais tempo com ela. Mas novamente teve de quebrar sua promessa. O motivo era sempre o mesmo.
Com o aumento de seus "ataques de pânico", Dr. Alan já não era mais o mesmo no Hospital. Alguns, como invejosos, o ofendiam. Ele já não tinha mais autoridade para nada. E o pior não sabia o que estava acontecendo com ele. Teve de se afastar do hospital para sua própria segurança, e dos pacientes as quais tinham de ser submetidos a cirurgia. Ele procurou psiquiatras, mas nenhum obtinha qualquer sucesso. Dr. Alan era mais duro que os próprios médicos, impossibilitando o tratamento. 
Alan não sabia, mas sofria da Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), onde um dos principais sintomas é a formação contínua de informação no córtex cerebral que se não for gerenciada maneira correta, ocasiona uma sobrecarga ao cérebro que propicia outros sintomas, que podem aparecer cedo ou tardio. Dr. Alan de Alcântara sabia organizar sua vida exterior, mas não a interior. Gastava tempo com compromissos de trabalho, mas não tinha tempo para si mesmo. E assim, sua Felicidade foi roubada.
Como alguns sabem, Dr. Augusto Cury é psiquiatra e psicoterapeuta, além de ser escritor também. Nos seus livros ele sempre procura abordar problemas psicológicos que inesperadamente, afetam a vida das pessoas, como a SPA.  Apesar de ser voltado à área da saúde, o livro interessa e principalmente, é útil a todos. A sensação quando você termina o livro é de ter aprendido muitas coisas. Mas o mais surpreendente, é que ele faz com que você repense sobre suas atitudes. É importante que cada pessoa ao lê-lo tire suas próprias conclusões.


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